Quando se fala em vinho argentino a associação imediata é com a Malbec, certo?!Pois eu (e todo mundo que não tem medo de sair do óbvio quando se fala em vinho) te digo que não: hoje não há como se pensar em Argentina sem se falar em Cabernet Franc.

Com maturação mais rápida que outras uvas, a Cabernet Franc encontrou na Argentina clima ideal para se desenvolver, especialmente em regiões mais frias.

E apesar de não ser a estrela maior dos Hermanos, a Cabernet Franc cultivada por lá tem características muito próprias, gerando vinhos concentrados, maduros e macios.

Já provei uns bons exemplares, mas meu favorito é sem dúvida o da Pulenta, que tem tido bons resultados com a casta em Luján de Cuyo.

Sou fã confessa da Bodega, especialmente pela constância em seus vinhos, mas sem dúvida o Cabernet Franc é meu atual favorito.

Um vinho de extrema elegância, com nariz de frutas vermelhas envolto num fundo tostado e de grande persistência em boca.

Já provei em degustações acompanhado de queijos duros, mas acompanha muito bem um prato com carne suína assada ou até um belo chorizo argentino.

O vinho custa em torno de R$200,00 e está a venda na Grand Cru.

Diego Pulenta apresentando seu Cabernet Franc no Grand Tasting Londrina na última semana.

Tem potencial de guarda de aproximadamente 14 anos, mas a safra 2.010 está prontíssima para ser apreciada.