Champagne ou Espumante: Quando e Como?

Posted on Posted in Champagne, cremant, Espumantes, Espumantes; Espumantes Brasileiros; Vinhos Brasileiros; Wine; Wine Lovers, Harmonização, Prosecco, Publicações, Vinhos por Keli Bergamo

Decidi falar um pouquinho sobre esse tema por vários motivos… Primeiro porque amoooooo vinhos espumantes, sejam espumantes nacionais, sejam champagnes, segundo porque uma degustação linda que conduzi semana passada me atentou para as muitas dúvidas que as pessoas ainda tem sobre esse tipo de vinho.

Bom, na última quinta conduzi uma degustação de champagnes para comemorar os 4 anos da Confraria Quintas de Vinho e enquanto organizava o evento fui postando tudo do Instastories do Arquitetando Estilos ( se não segue a gente ainda @arquitetandoestilos clique aqui) o que despertou os seguidores para muitas perguntas. Como não consegui responder a todas pelo vídeo, vou relembrar alguns pontos por aqui:

  • Champagne x Espumante: Todo champagne é um espumante mas nem todo espumante é um champagne. Champagnes são vinhos espumantes produzidos EXCLUSIVAMENTE na região de Champagne, na França. Tem borbulhas mas não veio de lá? Pode chamar de espumante que não tem erro.
  • O Champagne ou a Champagne: O (vinho espumante) Champagne. A região de Champagne. Repita comigo e não erre mais… O Champagne (vinho espumante) A região de Champagne na França.
  • Quem colocou as borbulhas ali? Ao contrário do que muita gente pensa, o processo de formação das borbulhas (as bolinhas dos espumantes que são sinônimos de festa e alegria) acontece naturalmente e sem adição de gás carbônico extra. Ele ocorre pela ação das próprias leveduras encontradas nas uvas e nas cantinas (assim se chamam os locais de produção dentro das vinícolas) ou por leveduras adicionadas, próprias para isso. Essas bichinhas iniciam a fermentação e vão consumindo o açúcar da uva e transformando em álcool. Como estão num recipiente fechado (tanques de inox que funcionam como grandes panelas de pressão ou dentro da garrafa) os gases originários da fermentação não saem, originando as borbulhas.
  • Como gelar meu Champagne ou Espumante: Eu prefiro gelar diretamente num balde de gelo (metade gelo/metade água), por cerca de 1 hora. Se você não tem esse tempo, pode deixar no seu freezer até sentir a garrafa bem geladinha (cuidado para não congelar e estourá-la). A temperatura indicada é de 6º a 10º Celsius. Servir gelado como cerveja inibe as percepções e você perde grande parte do encanto dos vinhos. Aliás, tem post sobre isso aqui.
  • Como abrir? Posso estourar? Para abrir você deve se certificar que a garrafa está a baixa temperatura, pois o risco de estourá-la e perder todo o líquido é maior quando a temperatura ambiente. Incline levemente a garrafa, tire só a parte de cima do lacre (todo espumante tem uma fitinha ou um marcadinho ali no começo do gargalho indicando onde deverá ser rompido), não tire a parte de baixo do lacre, desenrole as 6 voltas e meia (pode conferir, é sempre nessa quantidade) da gaiolinha sem retirá-la. Com a ajuda de um guardanapo, envolva a rolha com a gaiolinha e vá girando a garrafa, até que um leve estampido ocorra. E aí você já pode degustar seu vinho! Estourar? Só para comemorar algo, mas cuidado pois agitar demais o líquido pode causar surpresas desagradáveis com a rolha saindo enlouquecidamente.
  • Qual a taça ideal? Você pode usar a Flute ou uma taça de vinho normal. A primeira tem a vantagem de mostrar mais o perlage (a subida graciosa das borbulhas) já a taça normal faz com que o gás carbônico corra mais rápido para fora da taça, mas facilita bem as percepções aromáticas. A escolha é sua. Ah! Por falar em aromas… No caso dos espumantes e champagnes você não precisa girar a taça para senti-los. As borbulhas se encarregam de levá-los a você. Na foto abaixo uma taça flute (flauta) e de vinho para exemplificar:

  • Com o que harmonizar? Com tudo!! Espumante são os harmonizadores universais. Dúvidas sobre harmonização? Tem post aqui e aqui.
  • E o Frisante? Ai quanto eu ouço isso… Frisantes também são vinhos com borbulhas, mas em quantidade menor e, em algumas regiões, é permitida a adição de gás carbônico não proveniente da fermentação, o que deixa ele pesadão, com cara de refrigerante de vinho. Aqui no Brasil temos poucos frisantes de qualidade, falei sobre alguns Lambruscos (que entram nessa categoria) no meu blog pessoal. Confiram aqui.
  • Champagne é caro, qual Espumante escolher? Sim, Champagnes são caros (principalmente aqui no Brasil), mas existem suas razões para terem um custo mais alto (e isso é tema pra um post todo), mas se você ficou aguado por um espumante depois de ler esse texto minha dica é para que compre um Espumante brasileiro. Fazemos os melhores, confie em mim. Dúvidas, leia aqui.

Como sou muito legal, coloquei o vídeo AQUI mostrando um pouquinho dessas informações na prática!

Para finalizar: Toda hora é hora de um bom champagne ou espumante. Hester Browne, escritora inglesa sabiamente disse:

“Sempre tenho uma garrafa de champagne na geladeira para ocasiões especiais. Às vezes a ocasião especial é você ter uma garrafa de champagne na geladeira.”

 

Obs. Post originalmente publicado no AE

 

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