As temperaturas extremas não são favoráveis ao cultivo das vinhas.

No início de primavera no Hemisfério Norte uma onda de frio trouxe geadas e, sob o risco de interrupção do cicli vegetativo das planta, milhares de vitivinicultores recorreram ao aquecimento das mesmas a fim de evitar a perda ou retardo da safra.

Agora são as ondas de calor que preocupam.


No sul da França, especialmente Languedoc e Roussillon, muitos produtores se depararam com suas uvas queimadas pelo excesso de calor. Alguns relatam nunca terem visto situação parecida.

A preocupação com o aquecimento é generalizada e tem levado as associações de produtores a medidas até pouco tempo impensáveis:

Em Bordeaux o comitê de produtores aprovou a inclusão de 7 novas castas na região. A questão ainda passará pela análise de outros órgãos, dentre eles o INAO (Institut National de l’Origine et de la Qualité), órgão que controla as AOCs e padrões de qualidade dos vinhos franceses.

A aprovação para utilização destas castas valerá apenas para as categorias Bordeaux e Bordeaux Supérieur e haverá limitação da quantidade de cada nova uva no corte e o número de garrafas que poderão ser produzidas.

Em resumo: uma fase de adaptação dos produtores (muitos já vem fazendo testes com outra castas há algum tempo) e também do mercado.

Curioso pelas casta autorizadas? Segue a relação delas:

Brancas: Alvarinho, Petit Manseng e Liliorila. Atualmente são permitidas somente Semillon, Sauvignon Blanc e Muscadelle.

Tintas: Touriga Nacional, Marselan, Castets e Arinaroa. Atualmente são permitidas: Merlot, Cabernet Sauvignon, Cabernet Franc, Petit Verdot, Malbec e Carménère.

Triste não é?! Pois quem muito sofrerá com essas consequências é e região de Champagne. Alguns especialistas já estabeleceram prováveis termos finais à produção da região na forma como a conhecemos hoje.

Até a próxima taça, Keli Bergamo