Já pensou em tirar uns dias de folga e conhecer os vinhos do maior produtor da América do Sul in loco? Hoje meu post é sobre boas opções de enoturismo no Chile. Já aviso: Esqueça aquele roteiro batidão porque aqui são só lugares bem especiais.

Pelos arredores de Santiago tem de tudo! Desde as mais comerciais até algumas bem interessantes. Um que gostei muito do atendimento quando visitei há alguns anos foi a Cousiño Macul. Na época fiz o passeio comercial normal e, sem dúvida, foi uma das que vi maior preparo do pessoal para o atendimento. Fiz um montão de perguntas e todas foram prontamente respondidas. O agendamento pode ser feito pelo próprio site e os brasileiros são sempre bem vindos.

Mas vamos falar de outras regiões que visitei há alguns dias e que valem muito o deslocamento de Santiago até elas:

Vale do Curicó:

Curicó fica a 1 hora e 40 minutos de Santiago – a estrada é ótima – e diversos produtores tem centrais de produção por perto, porém sem visitações. Mas minha dica é visitar a Miguel Torres.

 

De origem espanhola, a Miguel Torres chegou ao Chile em 1.979 e desbravou o país. Aliando tecnologia e respeito ao povo chileno, tem auxiliado e conduzido a produção dos vinhos chilenos à excelência. E a visita é encantadora!!!

 

Logo na chegada você encontra um jardim de variedades com diversas castas plantadas em todo país. Em seguida é recebido com um vídeo institucional emocionante. A visita prossegue com passeio à parte produtiva e adega e é finalizado com uma degustação. Eu tive a honra de ser recebida com meu grupo pelo enólogo Cristian Carrasco, um dos caras mais modernos e incríveis do vinho chileno. De qualquer forma, a equipe é muito solícita e técnica.

 

O passeio terminou com um menu harmonizado dos deuses no restaurante da vinícola. Você pode fazer só a visita com degustação ou o combo com o almoço. Marque tudo pelo site com antecedência, inclusive com o restaurante, que tem poucos lugares disponíveis.

uer começar o aquece? Os vinhos da Miguel Torres são importados pela Devinum.

Vale do Colchagua:

Voltando em direção a Santiago fica a pequena cidade de Santa Cruz, onde ficamos hospedadas para visitar as vinícolas da região. Eu já conhecia a região e retornar a ela foi novamente surpreendente. A cada ano o Chile potencializa sua capacidade de fazer bons vinhos e mostra o quão interessantes podem ser seus rótulos. Dentro desta rica região encontramos produtores muito distintos e vou contar um pouquinho para vocês:

  • Viña Laura Hartwig: Fica a 5 minutos da cidade. É pequena e muito acolhedora. O passeio pelos vinhedos é feito em uma carruagem e dá um charme a mais na visita. Tivemos a sorte de presenciarmos o final da vindima e especialmente os vinhedos de carmenére estavam maravilhosos, todos vermelhos. E aí eu fiz essa foto de rainha outonal do vinho. hahahahahaha.

 

A Laura Hartwig pertence ao MOVI, Movimento dos Vinhateiros Independendes do Chile e os vinhos são bem clássicos, ao estilo que marcou o Colchagua.

Viña Koyle: Eu sou fã declarada dos vinhos da Koyle, trazidos ao Brasil pela Grand Cru . Os vinhedos e a produção são biodinâmicos, com mínima intervenção. A vinícola é linda, o atendimento impecável. Vale muito para entender melhor essa escola produtiva. A degustação foi super didática, conduzida pelo enólogo Juan Pablo Tapia. Vejam que bacana esta sala com preparos biodinâmicos que fica ao lado da sala de degustação.

Confesso que sai de lá refletindo muito sobre tudo que ouvi.

Viña Escondida: Esta entrou por acaso na programação e foi uma das experiências mais incríveis de nosso passeio. Foi uma sugestão para o almoço de domingo do nosso motorista Gonzalo (já falo deles para vocês) e valeu cada minuto. Chegamos para o almoço – que é preparado pelos proprietários num clima bem caseiro e acolhedor. O lugar é escondidinho mesmo, passamos por uma estradinha em meio aos vinhedos de Cabernet Sauvignon (só produzem esta uva e a vinificam em rosé e tinto) e chegamos ao local.

Depois de almoçarmos muito bem, papeamos, demos uma relaxada (você se sente em casa) e fomos conhecer a produção com o simpático Martin, proprietário do local. No retorno sentamos para papear e apreciar a paisagem – sempre com vinho em taça – e principalmente pensar no quão delicioso é conviver com as pessoas por trás dos vinhos. Incrível, incrível.

Lapostolle: Maravilhosa, rica, gigante! A Lapostolle é um ícone da produção chilena, a cara do vinho internacional que se produz no país e um jeito maravilhoso de entender o quanto os caras são profissionais por lá.

Tivemos mais uma vez uma visita privilegiada com a possibilidade de degustarmos com a querida enóloga Andrea Leon em mais uma super aula mas o atendimento “turístico” é também muito especial.

Além disso, há a possibilidade de almoçar por lá, em um menu harmonizado com uma vista do Vale do Apalta, onde se localizam os vinhedos que originam os maiores vinhos da casa. Você ainda pode se hospedar lá. Dá uma conferida aqui nas possibilidades.

Os vinhos da Lapostolle chegam ao Brasil pela Mistral.

Bom, estes  certamente foram meus melhores momentos por lá e tudo correu em perfeitas condições especialmente porque estávamos com um motorista super querido e dedicado. O Gonzalo foi indicado por um amigo de lá e, além de trabalhar com turismo, entende de vinhos, o que facilita bastante nestes “achadinhos” e dicas. Abaixo o contato dele para quem quiser conhecer este país tão querido e receptivo.

Até a próxima taça, Keli Bergamo

 

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