Carmenére: Não precisa ter vergonha de gostar dela!

A modinha do momento é criticar a carmenère, taxando-a como base para um vinho de baixa qualidade e com aromas exacerbados de pimentão.

Como nenhuma generalização cabe aos vinhos, é bom lembrar que a Carmenére baseia grandes rótulos, incluído o Clos Apalta – sobre o qual já falei por aqui – e também vinhos sofríveis. Mas isso não acontece só com ela, não é mesmo?

Após a tal redescoberta da casta no Chile o país fez um verdadeiro mutirão para emplacar a carmenére como sua uva emblemática e muita coisa ruim foi (e ainda é) produzida para “povoar” o mercado e aproveitar essa onda. Mas desde então os chilenos desenvolveram muito suas técnicas de cultivo e enologia e hoje é possível encontrar carmenére bem elegantes e interessantes.

Esse da foto é da linha Santa Digna da Miguel Torres e importado pela Devinum que também passou por uma reformulação e está muito mais interessante.

Até a próxima taça, Keli Bergamo