Esse foi o tema de ontem nas #quintasdevinho e contamos com os vinhos da @vinicolathera e #villagioconti para mostrar o altíssimo padrão de produção que vem se desenvolvendo na região.

A produção se concentra na região do Vale do Rio do Peixe em altitudes que variam de 900-1.400 metros e a grande amplitude térmica proporciona lento amadurecimento das uvas, levando a vindima para um período posterior as chuvas de verão, o que é muito benéfico as uvas. O lado ruim? Geadas e granizo que obrigam os produtores a manterem a produção sob telas e com extrema atenção as variações de clima.

As uvas de destaque são: Chardonnay, Sauvignon, Gewurztraminer, Pinot Noir, Merlot, Syrah e Cabernet Sauvignon, mas as italianas tem se mostrado extremamente aptas ao clima.

É nesse estado que existe a única IGP (Indicação Geográfica de Procedência) para uma uva híbrida, a branca Goethe, na região de Urussanga e Pedras Grandes.

Uma grande parte do que aconteceu em SC é reflexo de duas vertentes da vitivinicultura: a do incremento nas pesquisas – que mostraram que as terras altas e frias tinham potencial para o cultivo de viníferas – e dos investimentos de empresários de outras áreas que se apaixonaram pela indústria dos vinhos, tanto que em grande parte as vinícolas são jovens e modernas.

Tem inúmeros outros produtores na região (inclusive com opções de enoturismo) e que valem o passeio.

Vinhos da noite:

– Espumante Alguri 18 meses (Chardonnay e PN) – Thera .

– Thera Chardonnay – 20% fermentado em barrica – Thera

– Arancione – Vinho laranja (Ribola Gialla, Grechetto, Vermentino e Malvasia) – Villagio Conti.

– Conti Tuto – Sangiovese, Montepulciano e Rebo numa combinação descontraída – Villagio Conti.

– Rosso d’Alteza – Sangiovese, Montepulciano e Teroldego com estágio em Carvalho por 14 meses. Super gastronômico e intenso. – Villagio Conti

Até a próxima taça, Keli Bergamo