Ontem estávamos falando sobre a banalização do uso dos decanteres.

Muita gente matando vinhos antigos ou usando indiscriminadamente para vinhos que não tem estrutura e não precisam deles só pela beleza do utensílio. Menos, pessoal…

E hoje lembrei dessa foto, uma das poucas vezes que levei um branco ao decanter em uma degustação.

Vale lembrar: vinhos com formação de sedimentos se beneficiam do utensílio pela separação dos sólidos do líquido. Um vinho deveras antigo, no entanto, pode se perder neste período em contato com o oxigênio, sendo mais recomendado que a garrafa fique na vertical antes da abertura por um tempo até que as borras se acomodem no fundo e o serviço seja feito sem elas direto da garrafa (um jeito caseiro e prático de resolver esse imbróglio).

Vinhos jovens com tempo de guarda se beneficiam da aeração que o decanter proporciona, mas isso também pode ser obtido nas taças em uma degustação atenta e com tempo. Sentir o vinho mudando em taça é uma das melhores formas de compreendê-lo, aliás.

Até a próxima taça, Keli Bergamo