Ouvi os dois lados e pensei MUITO antes de escrever.

Tomei conhecimento na 5a feira do suposto pedido de salvaguarda e preferi aguardar acesso ao documento para tomar posição a respeito.

Após a publicação da Revista Adega pedi a alguns produtores que tenho contato e liberdade que se pronunciassem sobre o assunto.

Eles o fizeram e confirmaram o que eu já imaginava: alguns desconheciam o pedido, outros não haviam entendido exatamente do que se tratava e a maioria sequer faz parte das associações que apresentaram referidas propostas.

O que mais importa: NÃO apóiam e nem acham saudável o fechamento do mercado e apenas defendem melhoras nas condições para o produto brasileiro.

O vinho brasileiro precisa de impostos justos, condições de competitividade e, principalmente, que nosso povo valorize o trabalho feito no campo, nas vinícolas e em todos os outros setores que envolvem a produção e distribuição do produto.

Reafirmo meu apoio ao vinho brasileiro (sem cegueiras como sempre fiz e ressaltando considerei um erro o pedido na forma como foi posta, e aqui relembro sobre minha formação jurídica e capacidade técnica para falar disso) e peço que desconsiderem pessoas incendiárias, que não querem a evolução do mercado, mas apenas ganhar notoriedade e “likes” com atitudes polarizadoras.

Não existem dois lados. Existe o mercado do vinho no Brasil e é ele que queremos engrandecer.

Se quiserem informações jornalísticas sobre o assunto recomendo as que foram publicadas pelos seguintes canais: @revistaadega e @neofeedbrasil .

Bebam vinho, independente de sua procedência e se quiserem, saibam que o vinho brasileiro está cheio de qualidade e de gente honesta e trabalhadora por trás dele.

🍷