Muita gente me pergunta: Você não gosta de vinhos doces, né?!
Opa se gosto!
Nos vinhos doces o açúcar é natural, residual da própria fruta e tamanho é seu esplendor, que costumeiramente são chamados de vinhos de contemplação.
Abaixo elenquei algumas categorias dessas joias pra você se aventurar a conhecê-los:
Colheita Tardia ou Late Harvest: Como o próprio nome diz, são vinhos elaborados com uvas colhidas tardiamente, após a colheita normal para espumantes, brancos e tintos. Esse “pouquinho” a mais proporciona a concentração dos açúcares a própria fruta e uma leve desidratação, ressaltando ainda mais os sabores.
Botrytizados: Impossível falar de vinhos de sobremesa sem falar sobre os sauternes, essas maravilhas francesas. Os sauternes podem ser elaborados com as uvas semillon, sauvignon blanc e muscadelle, que também sofrem o ataque da botrytis (esse funguinho é importantíssimo para determinados vinhos) e origina um dos vinhos doces mais elegantes do mundo.De cor dourada, com o envelhecimento chega até o tom de cobre. Possui aromas de frutas amarelas de caroço, uma acidez delicada e um algo que os torna inesquecíveis. Seu maior ícone é o Chateau D’Yquem, (esse da foto, que pode ser encontrado em algumas importadoras brasileiras). O preço é bem salgadinho, mas existem muitas opções de bons Sautérnes do mercado que vão ajudar a matar a curiosidade.
Outro botrytizado clássico vem da Hungria e se chama Tokay (tem post sobre ele no site) e também é possível encontrar alguns vinhos legais botritizados no Chile (já indiquei um aqui) e outras regiões do mundo.
Ice Wine ou Eiswein: Para elaboração desse vinho, as uvas são colhidas tardiamente quando as temperaturas atingem 8o. negativos (em alguns anos não há safras porque as temperaturas não caem tanto).
Colhidas congeladas, as uvas são prensadas e a água é separada do mosto, que então é fermentado e gera um vinho de sobremesa extremamente concentrado e intrigante.
Esse processo caprichoso e extremamente dependente da natureza origina um vinho muito equilibrado entre acidez e doçura. Uma maravilha produzida no Canadá, Alemanha e Áustria.
E aí? Já provou algum desses vinhos?
Até a próxima taça, Keli Bergamo