Depois de um tempinho sem postagens (o direito ainda domina grande parte do meu tempo…) hoje estou de volta com vinhos diferentes que são uma boa pedida para inovar no feriadão: os tão falados vinhos laranja!

Nunca ouviu falar?? Na verdade existem inúmeras tonalidades dentro dos vinhos brancos rosés e tintos e o vinho laranja nada mais é do que vinho branco cujo contato das cascas com o mosto no processo de maceração é bem mais longo, originando essa cor mais viva.

Os italianos – maiores produtores de laranjas do mundo – o chamam de âmbar.  O termo orange wine  foi criado pelos americanos e bem recebido pelo comércio mundial e vem sendo mais utilizado.

Tive a oportunidade de provar dois rótulos, ambos diferentes em tudo, inclusive no preço, rs…

Foto: Tracy Tupich
 
 O primeiro foi o Gravner Breg, safra 2005, elaborado com  as uvas Chardonnay, Pinot Gris, Riesling Itálico e  Sauvignon Blanc.Obra do enólogo que reavivou a tradição da enologia em ânforas, Josko Gravner (e que apesar do nome é italiano, da região de Friuli) é misterioso e elegante. Tem no nariz frutas secas com alguns toques de tomilho, mineralidade acentuada e uma incrível preservação de jovialidade (apesar da carinha e da idade) que me surpreendeu.

Harmonizamos com uma vichyssoise (perfeita pra esses dias quentes) e foi perfeito!

 

 
 
Josko Gravner desenvolveu, inclusive, um tipo de copo baixo para degustar seus vinhos de ânfora, mas que ainda não estão disponíveis no Brasil para venda. Na tentativa de reproduzir a sensação que tal copo proporciona, provamos na Cofevil utilizando copos de whisky. Particularmente preferi degustá-lo em taça, onde os aromas se preservaram por muito mais tempo. A vantagem do copo baixo – além do charme – é o ataque inicial de aromas que tornam o vinho mais apetitoso.

Custa em torno de R$480,00.

Outra opção entre os laranjas  – e com um custo bem mais baixo para quem ainda está receoso em prová-los – é o chileno De Martino Viejas Tinajas, 100% Muscat, safra 2.012 que também é envelhecido exclusivamente em ânforas de argila.
 

 
Na taça é realmente quase laranja, turvo. No nariz, um toque de casca de laranja e doce compotado, mas na boca chega a parecer salgado.

Provei acompanhando queijos duros, mas arriscaria com um peixe (quem sabe de rio) gorduroso. Custa na faixa de R$100,00.

Ambos são importados pela Decanter.