Todos os anos muita gente pede ajuda para escolher os vinhos das festas de final de ano e eu sempre indico alguns rótulos.

Há pouco mais de dois anos escrevo sobre vinhos e nesse terceiro Natal resolvi não indicar nenhum rótulo específico, mas inspirada na coluna de ontem do mestre Luiz Horta no jornal “O Globo”, vou lhes dizer o que NÃO deve ser feito.

Concordo com o Horta quando ele diz que o papel do vinho nas festas é de alegrar e que servir rótulos especiais é uma bela perda de dinheiro.

Nós sabemos que as Ceias são coroadas de comidas de diversos tipos, texturas, sabores que deixariam qualquer sommelier louquinho na tentativa de harmonizá-las.

Não sei na família de vocês, mas na minha seria impossível uma degustação tranquila e reflexiva que um rótulo elaborado e especial exige.

Por isso sou a favor dos espumantes (exatamente por seu caráter festivo e por ser um coringa harmonizatório) a noite toda.

Não abre mão de tintos?

Tentem um bem leve como um Beaujolais, um Valpolicella ou um Pinot Noir, que, aliás, podem ser tomados mais frescos.

E o mais importante: Brindem o real motivo do Natal com os seus e aproveitem o novo ano para provarem novos aromas e sabores.