Já falei por aqui que o espumante é o harmonizador universal e quando pensamos em comidinhas de boteco e frituras não há parceiro melhor.

Minha recomendação é que a escolha seja de um espumante com bom corpo, acidez e persistência, isso porque a briga com o óleo tem que ser firme para não se perderem nenhuma das boas características do alimento ou do espumante.

Nesse final de semana testei alguns espumantes nacionais elaborados pelo método tradicional com os aperitivos de uma feijoada (feita pelo meu irmão com muito capricho) e o que mais se destacou foi o RAR Cuvée, esse espumante de Campos de Cima da Serra elaborado com as uvas Chardonnay e Pinot Noir. Denso, com muita acidez e aromas bem maduros, ele não se perdeu ao ser harmonizado com torresmo e linguiça. Aliás, os alimentos trouxeram mais a tona os aromas oriundos da segunda fermentação e a parceria ficou perfeita.