Não, você não leu errado: um vinho mineiro. E ele não está aqui à toa. Fiquei surpresa ao descobri-lo é mais ainda ao degustá-lo.

Quando me deparei com o rótulo no restaurante Sal do Chef Henrique Fogaça fiquei bem surpresa, pois como disse acima, ainda é um pouco estranho – até para quem prova muitos vinhos – falar de um rótulo vindo das Minas Gerais.

Bem, a propriedade da Luiz Porto – produtora desse rótulo – fica na zona cafeeira do sul de Minas Gerais e conta com 15 hectares de vinhedos próprios, implantados em 2005, totalmente cultivados no inovador sistema de dupla poda ou inversão de ciclo. Através desta técnica, uvas de excelente qualidade são colhidas no inverno, época na qual as características climáticas das montanhas do sul de Minas permitem as melhores condições para o amadurecimento da uva – períodos secos e com temperaturas amenas e contrastantes entre dias e noites. Segundo o produtor, são 45 mil plantas provenientes da região de Bordeaux, na França.

Sobre o vinho: Muita tipicidade da cabernet franc, mas com corpo um pouco mais leve do que os que estamos acostumados quando falamos dos vinhos do Sul do Brasil ou Argentina (ambas regiões com destaque na produção dessa casta no Novo Mundo). Estagia 12 meses em barrica francesa. Muito bem feito, sem grandes defeitos e muito honesto. No restaurante paguei cerca de R$80,00.

Harmonizei com um prato com carne suína e tutu de feijão e ficou perfeito.