Garnacha na Espanha, Canonau na Sardenha e Grenache na França e no resto do mundo.
Originária da região de Aragon, na Espanha, tem como forte característica os aromas de geleia de frutas vermelhas e negras, pimenta (as vezes um condimento) e ervas secas.
Esta uva picante é protagonista de regiões clássicas como no famosos vinhos de Châteauneuf-du-Pape.
E não há como se falar nela sem lembrar dos vinhos da região do Priorato,na Catalunya, onde compõe blends dignos de décadas de envelhecimento.
É uma variedade de maturação tardia, resultando em vinhos com boa concentração alcoólica e, por sua pele fina, tem um bom desempenho como base para o rosé, produzindo vinhos rosados vibrantes e perfumados.
Também é conhecida por sua tolerância ao vento, o que é particularmente útil no Rhône, uma região conhecida pelo vento seu vento arrebatador e inconstante, o Mistral.
Adora climas ensolarados e solos pedregosos, tem encontrado espaço até nos então longínquos (e agora sob holofotes) secanos chilenos.Devido ao seu amadurecimento tardio, tem potencial para produzir vinhos com alto teor alcoólico.

A Associação Grenache estabeleceu o Dia Grenache para celebrar esta uva e todas as variedades que dela nasceram, bem como seus inúmeros vinhos. Comemore também com uma das sugestões abaixo.

Grenache na França: Busque por Châteauneuf-du-Pape, Gigondas,Tavel e Lirac (estes dois últimos rosés, vinhos Languedoc-Roussillon (que tem bons preços) e até vins doux naturels como Banyuls ou Rivesaltes.

Garnacha na Espanha: Priorato, Monsant, Navarra (busque os rosés), Empordá e Aragon.

Se quiser mais dicas é só buscar por Grenache ou Garnacha aqui no site.

 

Até a próxima taça. Keli Bergamo