Morandé está de volta ao Brasil!

por Keli Bergamo

Ontem participei de um evento comunicando o retorno da Viña Morandé ao Brasil. O evento foi conduzido pelo comercial da empresa no país, João Carlos, e pelo enólogo Ricardo Baetting – um dos caras mais didáticos em suas explicações – a próósito.

A Morandé agora chega por distribuição direta, o que torna os preços ainda mais atrativos e já está em diversos pontos de venda do país, como Rede Makro ( São Paulo), Zona Sul (Rio de Janeiro), Passarela (Santa Catarina).

Degustamos três vinhos e vou contar um pouco sobre cada um deles:

Pionero é a linha de entrada da vinícola e, ao contrário de muitos produtores, não diz respeito a vinhos de diversas regiões do país. Aqui temos um Carmenére do Maule com ótima maturação, breve passagem por madeiras antigas e bem fácil de tomar. A linha realmente demonstra respeito com quem quer tomar vinhos mais leves e de menor custo.

Sauvignon Blanc Estate: A linha Estate representa vinhos cujas uvas vieram de uma única propriedade. Aqui temos um Sauvignon Blanc com frescor e corpo e um perfil bem gastronômico. Pablo Morandé foi o pioneiro no Vale do Casablanca e precursor desses vinhos de clima frio do país. Também optou pela técnica de cultivo de alta densidade, onde as videiras, concorrendo entre si, aprofundam ainda mais suas raízes e produzem com maior qualidade. Aqui vê-se no rótulo “one to one” que faz referência ao fato de que cada planta origina uma única garrafa de vinho.

Cabernet Sauvignon Grand Reserva: Tenho muito a falar deste vinho.
Primeiro – e isso interessa muito – que o preço é muito bom, ainda mais agora com distribuição direta para o Brasil.
Mas vamos lá: falar de Cabernet no Maipo poderia ser chover no molhado, mas não é.
Como já disse em outras oportunidades, os chilenos vem redescobrindo formas de deixar seus vinhos mais autênticos e diferenciados. Viticultura e enologia alcançam níveis altíssimos de qualidade e proporcionam vinhos especiais. Isso pode custar caro na taça mas, como disse, aqui não é o caso.
Tá, mas qual a diferença deste rótulo?
Vamos lá:

1. Maipo não é tudo igual e aqui vinhedos no sopé das cordilheiras que se estendem pela zona mais baixa originam este vinho que tem grande influência da água do Rio Maipo. Pablo Morandé, com toda sua experiência de quem comandou uma grande vinicola chilena por décadas, já notava que essa influência da água rica em carbonato de sulfato se expressava em nuances minerais e taninos mais finos. Há 30 anos eram suposições, hoje mais do que comprovadas.

2. Aqui, num vinhedo que se estende dessa zona mais fria no sopé dos Andes até a área mais quente, o equilíbrio é natural. A madeira, portanto, que muitas vezes vem para arredondar taninos duros e pirazinas evidentes, é só mais um complemento de qualidade e sutis perfumes e para tanto a vinícola optou pelos foudres por 18 meses.
Desnecessário dizer que está prontinho para consumo, mas também pode ser guardado por mais uns bons aninhos

Até a próxima taça, Keli Bergamo

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